domingo, 27 de setembro de 2020

Projeto de Coral desenvolvido no CEJA Lia Campos é finalista do XXI Prêmio Arte na Escola Cidadã

O Prêmio Arte na Escola Cidadã é o maior prêmio de arte-educação do Brasil, voltado exclusivamente para professores de Arte, promovido pelo Instituto Arte na Escola.
O Prêmio tem como objetivo identificar projetos transformadores no ensino de Artes, a partir de um mapeamento de trabalhos desenvolvidos em escolas das cinco regiões do país.
Em 2019, um projeto desenvolvido no CEJA Senador Guerra em Caicó, coordenado pelo professor Jailson Valentim dos Santos, foi premiado. Este ano, mais um projeto desenvolvido com o público da EJA, daqui do Rio Grande do Norte, entra no rol de selecionados.
Aqui trazemos entrevista realizada com a professora Deise Crispim, coordenadora do Projeto Coral CEJA, do CEJA Lia Campos, finalista do Prêmio Arte na Escola Cidadã (para saber mais sobre o Prêmio, acessar Prêmio Arte na Escola 2020, realizada por email.

O que significa para você ter seu projeto selecionado entre os finalistas do XXI Prêmio Arte na Escola Cidadã?

Uma grande vitória, independente do resultado que está por vir! 
Foram 1200 projetos de Arte inscritos (de todos os lugares do Brasil), representados pelas suas linguagens: artes visuais, música, dança e teatro, divididos em cinco categorias: ensino infantil, ensino fundamental I e II, ensino médio e EJA, dos quais apenas 20 são finalistas, sendo 4 para cada modalidade de ensino. Então, ficar entre os quatro melhores projetos de EJA, com um projeto de música/canto coral, em um dos maiores prêmios destinados a professores de Arte do país, é um privilégio. Acredito que este resultado evidencia positivamente a área de conhecimento e componente curricular Arte, que enfrenta ainda muito preconceito, por alguns que a desvalorizam colocando-a como menos importante em relação às demais, assim como também traz notoriedade ao Ensino de Jovens e Adultos - EJA, uma modalidade de ensino tão esquecida, sem tanta visibilidade e investimentos, como nós bem sabemos. 

Fale sobre seu projeto (quando surgiu, seu conteúdo e objetivos, quem participa, a metodologia)

O Centro de Educação de Jovens e Adultos Professora Lia Campos, um dos dois únicos CEJA’s da cidade do Natal-RN, recebe alunos do Ensino Fundamental e Médio, nos três turnos. E, assim como outros, enfrenta problemas, desde a falta de infraestrutura, evasão, indisciplina, até a presença de drogas em seu ambiente.
Dentro da nossa realidade, alguns dos nossos alunos (repetentes, cumprindo medidas socioeducativas, ou sem estudar há anos e até décadas), frequentam as aulas, por no máximo dois meses consecutivos, ou esporadicamente, sem compromisso com a escola e com o conhecimento, evadindo-se, consequentemente. Muitos deles carregam um histórico de abandono familiar, violência, envolvimento com o tráfico de drogas (principal motivo da perda precoce de alguns), necessidade financeira, carência afetiva, baixa autoestima, afetando inclusive no rendimento escolar, pela descrença na própria capacidade de produzir, fazer, aprender, ser!
Nesse cenário surge o projeto Coral CEJA, da conversa informal entre os professores sobre as problemáticas narradas acima e as preocupações intrínsecas de quem vivencia a educação.
A arte, dentro do projeto, desponta não apenas como área de conhecimento, componente curricular obrigatório que exige notas e frequências, mas a arte que vibra, ecoa, movimenta, contagia, provoca, une, diverte, ensina, revela talentos e impulsiona a querer mais a arte dos sons, a linguagem da música especificamente o canto coral, por ser uma modalidade coletiva, alcançando um maior número de pessoas, utilizando o instrumento único, individual, exclusivo e sem custo, sendo o mais democrático, porém, imprescindível a voz!
No ano de 2018 tendo em vista os problemas mencionados acima e a necessidade de um projeto integrador, atrativo e prazeroso, o coral surge no segundo semestre, unindo alunos e professores do turno matutino.
Este projeto inicial foi aplicado dentro da disciplina de Arte, em duas turmas do Ensino Fundamental. Dentre os conteúdos aplicados na disciplina, envolvendo as linguagens da Arte artes visuais, dança, teatro e música (não excluindo nenhuma delas, necessárias ao conhecimento amplo da área), o canto coral foi bastante enfatizado em algumas atividades, deixando os familiarizados e preparados para a prática que viria a ser executada posteriormente.
Com um ambiente propício à musicalização, a inscrição para o projeto canto coral foi divulgada em toda a escola, alcançando os alunos matriculados na disciplina de Arte, de outras disciplinas e blocos, além dos professores do turno.
Não realizamos audição, teste ou seleção criteriosa, de acordo com as habilidades vocais ou afinação, pelo fato dos objetivos serem, a princípio, a interação entre alunos e professores, a socialização, o comprometimento com a escola, o sentimento de pertencimento, a autovalorização, dentre outras mais, levando-se em conta também que, a arte não deve ser excludente.
Sendo assim, o cantar é para todos; o aprender a cantar é uma construção! E, partindo dessa premissa, o primeiro ensaio foi um misto de surpresa, por estarem juntos alunos, professores, coordenação pedagógica, numa atividade expositiva de cantar, igualados numa mesma função - coralista! O local escolhido para os ensaios foi a biblioteca da escola, por ser o maior e melhor ambiente para acolher confortavelmente.

Pelo fato dos professores e alunos de outras turmas não estarem acompanhando os conteúdos sobre arte/música, como os alunos matriculados na disciplina de Arte, os ensaios eram iniciados com uma breve exposição a respeito da voz, do seu funcionamento, das técnicas de aquecimento vocal, respiração diafragmática, vocalizes para afinação, postura, divisão de naipes.
Com os bons resultados demonstrados a cada ensaio, como a assiduidade dos alunos e professores (os mesmos compareciam aos ensaios, mesmo em dias que não tinham aulas), compromisso, responsabilidade, interação entre o grupo, a direção tomou a iniciativa de fazer uma  camiseta/farda, como também dar um nome ao recém-nascido coral de alunos e professores, que passou a se chamar CORAL CEJA LIA CAMPOS!
Por fim, dando encerramento ao ano letivo e ao projeto, o coral se apresentou no dia 20 de dezembro de 2018 apresentando um recital temático natalino, com um repertório e textos recitativos fazendo alusão ao período festivo do ano. No entanto, a convite da direção da escola, um grupo pequeno do coral, formado pelos professores integrantes e alguns alunos, se apresentou na confraternização natalina dos professores e funcionários dos três turnos, levando assim ao conhecimento de toda a escola a existência de um projeto de arte integrador, por meio da prática do canto coral.
Com o início do ano letivo em 2019, alguns dos alunos concluíram o ensino médio e saíram da escola, outros foram aprovados e mudaram de turma e nível, como também, muitos novatos se matricularam e passaram a compor o novo quadro, assim como alguns professores que se aposentaram ou foram transferidos para outras escolas, ocasionando a chegado de outros. No entanto, determinados problemas continuaram a existir, pelo fato da escola ser na modalidade EJA, funcionando em blocos semestrais e estar em constante renovação de alunos. Como o primeiro semestre é sempre mais curto por conta dos feriados, às vezes greves e paralizações, como também ser um período de adaptações e ajustes entre alunos, professores e escola, mais uma vez vimos a necessidade de se colocar em prática o projeto de arte, porém interdisciplinar, tendo a participação de professores de outras disciplinas.
Dentre os problemas enfrentados, que foram o ponto de partida para a criação do projeto anterior, narrados acima, um fato inédito e assustador nos mostrou a necessidade de aplica-lo mais um vez a agressão de um aluno à uma professora do turno, levando a ao afastamento da escola e, consequentemente, da sala de aula. Salientamos, porém, que os benefícios angariados com a execução do projeto, foram muito mais instigantes para a criação de um novo projeto, a partir da experiência positiva do antecedente.
Dessa forma, o projeto foi iniciado primeiramente com as duas turmas do ensino fundamental (F 5 e F 6 em sala de aula, dentro da disciplina de Arte, com os conteúdos da linguagem musical.
Partindo do repertório, gosto, estilo e gêneros musicais ouvidos e apreciados pelos alunos das turmas especificadas, vimos o desconhecimento deles em relação à origem e formação da música brasileira, na sua diversidade de ritmos, principalmente nos que se referem a música nordestina. Passamos então a estudar sobre a música indígena, a europeia e a africana nossas principais matrizes, especificamente no que se refere ao folclore brasileiro.
Assim os conteúdos teóricos foram estudados através de textos vídeos músicas gravações jogos musicais como também por meio do contato e manuseio de alguns instrumentos de percussão específicos na execução de determinadas etnias e culturas.
No entanto pela urgência na aplicação do projeto extensivo à toda escola passamos para a implementação do projeto em si com a sua prática através do cantar. A primeira etapa se deu com a divulgação do projeto aos professores novatos e antigos tendo o engajamento de dez deles Em seguida cada professor
expôs o projeto às turmas e fez a inscrição dos alunos dos níveis fundamental e
médio pelo fato da minha pessoa estar apenas dois dias na escola e ter somente
cinco turmas. Os critérios exigidos para a participação no projeto eram estar matriculados na escola e não faltar às aulas e ensaios.
Assim aos 22 dias do mês de outubro fizemos o nosso primeiro ensaio do coral CEJA Lia Campos, na biblioteca da escola onde primeiramente aconteceu a explicação sobre o projeto e o objetivo de cantarmos todos juntos alunos e professores tendo no repertório músicas que contassem a nossa origem a nossa história e a nossa diversidade.
Por conseguinte, formamos um grupo de WhatsApp para que tivéssemos uma melhor comunicação sobre os ensaios como também vídeos e áudios com a divisão de vozes para que fossem enviados e assim facilitar a aprendizagem das músicas. Devido ao pouco tempo que dispúnhamos nos ensaios 50 minutos para trabalharmos as vozes a percussão e o repertório fizemos cópias das músicas e posteriormente pastas para o dia da apresentação.
Tivemos ao todo 35 coralistas, sendo 10 professores e 25 alunos do nível fundamental e médio. Por causa da grade de disciplinas, todas as turmas da escola têm um dia de folga/sem aula durante a semana, o que causou uma rotatividade na frequência durante os dois ensaios semanais (nas terças e quintas feiras), e dificultou o alcance de uma melhor qualidade técnica. , o objetivo maior do projeto - unir alunos e professores através do canto, desde o primeiro dia foi alcançado.
Para efetivação do que havia sido estudado em sala de aula com as turmas do ensino fundamental, como também o conhecimento do assunto pelos demais coralistas professores e alunos de outras turmas através da prática selecionamos um repertório musical que englobasse ritmos regionais e instrumentos musicais originários dos nossos povos formadores da miscigenação brasileira. Dessa forma, escolhemos ritmos como a ciranda (de origem portuguesa e muito praticada em Pernambuco, na região praieira o baião (de origem nordestina tendo o cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga como o seu maior representante o xote ritmo e dança nordestina mas de origem alemã, além de uma música folclórica africana da República do Congo (Banaha), e outras três adaptadas: Então é Natal (John Lennon/Simone), pela proximidade da data festiva, Só eu sou eu, (Marcelo Jeneci), como reforço da autoestima, e A Paz (Michael Jackson/Roupa Nova), celebrando aquele momento de união e congraçamento na escola. Para acompanhamento instrumental, tivemos o chocalho (de origem indígena o reco-reco e o xilofone (de origem africana o triângulo o pandeiro e a flauta origem europeia dentre outros utilizados nos ensaios escolhidos como complemento ao tema proposto. Os instrumentos foram tocados por alunos pertencentes à uma das turmas do ensino fundamental, que já haviam vivenciado a parte teórica do projeto e a parte prática com a experimentação de atividades com os instrumentos percussivos.

O que você considera mais importante nesse trabalho?

Realizar um projeto artístico, principalmente na área da música e com alunos da EJA, já é de extrema importância, pois há uma certa resistência em relação a exposição desse público em atividades práticas, especificamente quando se trata de cantar, mostrar a voz. Mas, dentre os vários saldos positivos angariados no projeto “Seja aluno ou professor, CEJA CORAL” e que facilmente posso expô-los aqui, sem dúvida o mais importante e que merece destaque, é poder unir duas categorias distintas – aluno e professor, na arte e pela arte, vivenciando-a na prática do canto coral, experimentando sons, tons, vozes, movimentos, sensações, e a adrenalina da transformação – do refeitório em palco, do aluno e professor em artista, da aula em espetáculo, e da escola em verdadeiro espaço acolhedor, possibilitando o ensino e aprendizagem da arte no seu apreciar, produzir e contextualizar, assim como a proposta triangular da arte-educadora Ana Mae Barbosa.

Agradecemos, desde já, à profa. Deise Crispim pela disponibilidade em ceder esta entrevista, torcendo, todos nós, para que dia 25 de novembro, dia da divulgação do Prêmio, possamos ter este trabalho entre os premiados.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

EJA em Movimento divulga lista de selecionados para o Curso de Extensão

A coordenação do Curso de Extensão "Educação de Jovens e Adultos: questões, conceitos e práticas", anuncia os nomes do(a)s profissionais que comporão o quadro de cursistas. Conforme o edital, foram considerados a comprovação de atuação na EJA e a confecção de um texto prévio com a exposição de justificativas, interesses, expectativas e eventuais experiências do(a)s candidato(a)s. São ele(a)s:


ADJAELMA CÉLIA PEIXOTO DA COSTA

ALTAÍZA ROSÂNGELA DA SILVA PEREIRA

ANALLICY SANTOS DE PAIVA

ANDRESSA FARIAS VIDAL

ÂNGELA MARIA DE SOUZA NUNES

ANTONIO CIRÍACO DE ARAÚJO

ANTONIO ROSEMBERGUE PINHEIRO E MOTA

DANIELA DANTAS GONÇALVES DE OLIVEIRA

DANIELE DO NASCIMENTO IZAÍAS 

DEISE DA COSTA CRISPIM

DEJEANE DOMINGOS SOARES

DENIS MAURICIO DE SOUZA

EDKALB DE MEDEIROS GARCIA E MARIZ

EDMAR DO NASCIMENTO SILVA

EDNALDO HENRIQUE DE MEDEIROS

ELAINE CRISTINA GOMES DE LIMA

ELISANGELA FÉLIX DE LIMA

GUERDA MIRIA TORRES DE OLIVEIRA

HELGA VALÉRIA DE LIMA SOUZA

HELICARLA NYELY BATISTA DE MORAIS

JAILSON VALENTIM DOS SANTOS

JAMES FERNANDES DE MEDEIROS

JOÃO MARIA FREIRE ALVES

JOSÉ RUBENS SILVA LIMA

JOSIANE GUEDES DA SILVA

JOZENICE FERNANDA DE PAIVA OLIVEIRA

KLÉCIO ADRIANO A.DA SILVA

LARISSA VIEIRA FERNANDES ASSUNÇÃO

LAYSE ELAYNNE SILVA DE LIMA CARVALHO

LEIA DE ANDRADE RODRIGUES

LUANNA LAIZY DE ARAÚJO DE SOUZA

LUCIENE PAULA ALVES

LUCINETE MARIA COSTA E SOUZA

LYPHYA NATALLY DE SANTANA SOUZA

MÁRCIA HENRIQUE CIRINO AZEVEDO

MÁRCIA MARIA DE ARAÚJO

MARIA ADEÍLZA PINHEIRO DA SILVA

MARIA AUXILIADORA TINÔCO CABRAL

MARIA DA PIEDADE CUNHA DA SILVA

MARIA DA PIEDADE DA SILVA

MARIA EDJANE DA SILVA ALVES

MARINALVA DE CASTRO DA SILVA

MARLI VIEIRA LINS DE ASSIS

RAQUEL DA SILVA SOARES

ROBERTO VICENTE DO RÊGO 

ROSÂNGELA MONTEIRO ARAGÃO

VALTER CANUTO DE OLIVEIRA

VICTOR HUGO DE OLIVEIRA SANTOS

VIRGÍNIA LÚCIA DE ALENCAR SOUZA

VIVÂNIA ALVES DE MEDEIROS

Os cursistas receberão por email orientações acerca do início das atividades, que estão previstas para acontecer no próximo dia 8 de setembro, às 17h, em link a ser divulgado.

Alguns momentos síncronos serão abertos para aquelas pessoas que não são cursistas e se interessarem pela temática objeto da discussão e serão divulgados com antecedência neste blog e nos demais canais do Projeto EJA em Movimento.

O cronograma de atividades do Curso de Extensão engloba o período de 8 de setembro a 27 de outubro, com momentos síncronos sempre às terças feiras, entre 17h e 19h. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

EJA em Movimento oferecerá Curso de Extensão para profissionais atuantes na EJA

O projeto EJA em Movimento ofertará Curso de Extensão intitulado “Educação de Jovens e adultos: questões, conceitos e práticas”, programado para acontecer entre os dias 8 de setembro e 30 de outubro deste ano. 

O curso será no formato remoto e contará com carga horária total de 40h, dividida em 16h de momentos sincrônicos e 24h de atividades assíncronas. Os momentos sincrônicos ocorrerão às terças-feiras, entre 17h e 19h, por meio de videoconferência, proporcionando discussões, socializações e reflexões dos participantes diante dos conteúdos propostos, enquanto os momentos assíncronos são dedicados ao aprofundamento individual ou grupal em estudos e realização de atividades, com base nos acordos e proposições oriundos dos momentos síncronos.

O curso tem como público-alvo profissionais atuantes na modalidade Educação de Jovens e Adultos, e entre seus objetivos está: propiciar uma maior apropriação das especificidades da modalidade; aprofundar conceitos que configuram sua identidade pedagógica; e confeccionar, socializar e discutir propostas pedagógicas sintonizadas com a perspectiva de constituição de um modelo pedagógico próprio para a modalidade EJA.

Para isso, o curso terá módulos com as seguintes temáticas:

a. Como aprendem jovens e adultos?

b. Alfabetização e Letramento na EJA

c. Paulo Freire na EJA

d. Educação Inclusiva e Jogos Matemáticos na EJA

e. Metodologias Ativas na EJA

f. Gestão Democrática na EJA

g. Projetos Emancipatórios na EJA

Vale ressaltar que o curso é totalmente gratuito e possui certificação mediante a participação de, no mínimo, 75% da carga horária, juntamente com a confecção e discussão de um Projeto de Ação Educativa, que contará como atividade final do curso.

O período de inscrições será de 17 a 21 de agosto, por meio de formulário eletrônico acessível no link https://forms.gle/VnkKHvzhdzzJgJiz8

Serão ofertadas apenas 50 vagas, por isso não deixe de marcar na sua agenda para não ficar fora dessa. Serão selecionados os 50 primeiros (por ordem de inscrição) que realizarem o preenchimento integral do formulário de inscrição e comprovarem sua atuação na modalidade EJA. Importante lembrar que no ato de preenchimento do formulário de inscrição, no seu último item, será exigido da pessoa interessada, a escrita de um texto, de no mínimo 500 palavras (em que se apresente as razões do interesse no Curso, suas expectativas quanto a ele, sua experiência e projetos desenvolvidos na modalidade), o qual deve estar adequado aos critérios gramaticais, ortográficos e sintáticos da norma culta da língua portuguesa, ter fluência e clareza em sua estrutura argumentativa.

Para mais informações não deixe de conferir o edital, clicando aqui ou comunicando-se com os endereços eletrônicos: ejaemmovimento@gmail.com ou cursoextensaoejaemmovimento@gmail.com. Não deixe de vistar, também, nosso grupo no Facebook.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Projeto EJA em Movimento promove roda de conversa virtual sobre Interculturalidade e EJA

Na última quinta-feira, 23 de julho, às 15h, tivemos mais uma Roda de Conversa Virtual do Projeto EJA em movimento, desta vez em parceria com o Setor de EJA da Secretaria Municipal de Educação de Ceará Mirim, com a participação da Doutora em História, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Gabriela Mitidieri.
O tema do encontro foi “Educação intercultural e a construção de diálogo em tempos de crise: reflexão para professores, professoras e estudantes da EJA” e contou com uma participação de cerca de 56
De acordo com a profa. Gabriela, o debate mais recente sobre interculturalidade traz a necessidade de que ocorra um diálogo sobre o decolonialismo e a apropriação deste conceito pelo(a)s professore(a)s como ponto de partida para uma incorporação dessa perspectiva no contexto de suas práticas pedagógicas. Mas o que é decolonialismo?
É de conhecimento geral que durante o período do capitalismo mercantilista, marcado pelo que ficou conhecido como as “grandes navegações”, as potências hegemônicas europeias, com a intenção de expandir seus lucros e territórios, colonizaram territórios nas Américas, África e parte da Ásia. Esse momento da história também mostra toda a resistência travada pelos povos originários em relação ao modo de vida e cultura imposta pelos colonizadores europeus que, com o passar dos séculos, tornaram-se canônicos.
A expressão “Cânone” vem do grego Kanon que significa “lei”, “norma” ou “verdade”, que está vinculado à retenção de poder e autoridade. Neste contexto, o modelo político, social, cultural e educacional europeu fez-se canônico, como modelo a ser seguido, dando origem ao que se denomina de “eurocentrismo”. Quando se dá um processo de questionamento desse cânone, confrontando a visão cultural local em relação àquela oriunda da matriz colonizadora, ocorre a decolonização.
De modo que, tanto nas práticas pedagógicas como na formação continuada de professore(a)s é necessário o movimento de identificação e reconhecimento das culturas locais para se quebrar o Kanon europeu quanto à construção do conhecimento e a disseminação da informação, para isso é necessário uma visão crítica histórica que tenha a responsabilidade de ouvir as minorias culturais que reivindica mais voz na construção do saber.
Portanto, na contramão do cânone europeu, o decolonialismo é a desconstrução da valorização europeia, principalmente na disseminação do conhecimento. Um exemplo decolonial é o movimento cultural Afrofuturismo de cunho artístico-filosófico na dança, música e texto, combinado com elementos de ficção cientifica, ficção histórica, fantasia e afrocentrismo, para criticar dilemas atuais dos negros e reexaminar eventos históricos do passado, como é o caso da escritora Afro-americana Octavia E. Butler em suas obras literárias.
Para Mitidieri as práticas pedagógicas na sala de aula precisam estar cercadas de visão crítica quanto às relações geopolíticas desiguais, distribuição de recursos, disseminação da informação e do conhecimento. Nesse sentido, é preciso compreender que a formação de um diálogo não deve ser apenas “multicultural”, mas, principalmente “intercultural”, o que enseja uma compreensão do significado de cada uma das visões que essas expressões denotam.
Se na visão multiculturalista é proposto o pluralismo cultural em uma determinada região ou localidade, sustentada na categoria da “tolerância” entre os diferentes, o interculturalismo propõe a interação das diferentes culturas, de modo a se superar a tolerância, na medida em que esta, embora reconheça a diversidade entre culturas, não permite, conceitualmente, que haja diálogo interativo entre elas. Logo, a Educação Intercultural, de acordo com Mitidieri, diz respeito às construções das novas narrativas a partir do diálogo entre diferentes povos e culturas levando em consideração suas lutas sociais contra os processos de exclusão não apenas econômica, mas também na construção do conhecimento.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

O virus, a escola e a exclusão: uma tríade a se pensar (uma carta para Paulo Freire)

O texto a seguir nos foi enviado por uma professora atuante na EJA, no Centro de Educação de Jovens e Adultos Senador Guerra, de Caicó, que pediu para não ser identificada por razões pessoais.

Como se encontra, amigo e  professor Paulo freire!

Sou professora, mulher do sertão do Seridó, filha de um homem negro e uma mulher branca, e no geral, descendente de uma família simples, humilde, mas sedenta de conhecimento.
Sempre estudei em escola pública e me criei ouvindo o quanto essa escola era limitada e nos limitava, afinal, tínhamos concorrentes gigantes e mais inteligentes do que a gente, alunos dessas escolas pobres e sucateadas. E, portanto, a esses gigantes, caberiam as cadeiras da universidade.
Isso me deixava revoltada, angustiada, muitas vezes, até desestimulada. No entanto, mesmo sem nunca ter ouvido palavras como feminismo, empoderamento, eu me perguntava: “Não sou eu um ser capaz? Não posso correr atrás daquilo que os outros tem tão fácil, pela agilidade que o poder do  dinheiro lhes proporcionou? Terei que viver para toda a vida, essa segregação  social, que a todo tempo, tentam internalizar dentro de mim e de tantos e tantos outros que vivem em situação precária como eu?"
Ainda assim, não desisti. Corri atrás, li noites e mais noites sem fim, incessantemente, muitas vezes, sem nem compreender aquilo que estava a deixar meus olhos percorrer. Contudo, continuava aquela leitura, pois quanto mais páginas eram devoradas, mais eu me sentia devorando, de forma mesmo antropofágica, aqueles que me deixavam sentir pequena, pelo conforto e privilégio de classe que desfrutavam. Fazia da leitura, do folhear os livros da matemática, da química, da biologia e tantos outros, uma saga sem fim, pois assim como a desigualdade gerada pelo capitalismo me deixava - e os meus irmãos de classe social - à deriva, eu precisava provar que era capaz e, oxalá, até melhor do que eles, os pequenos burguesinhos, filhos dos poderosos burgueses.
E assim, prossegui muitos dos meus dias e anos. Perdi noites de minha vida, abri mão de momentos efêmeros, mas que poderiam ter gerado muitas alegrias. Por ventura, quando se nasce mulher, pobre e filha de um homem negro e bastardo, tudo isso junto vai para a base da pirâmide e o fardo a ser carregado não era nada fácil, pois pesava, mais e mais, dia após dia.
Mas é isso. Cresci, consegui vencer muitos obstáculos, ultrapassar muitos concorrentes, equiparar-me intelectualmente a muitos pequenos burgueses, sem desfrutar, no entanto, do poder da equidade.
Por muitas vezes, me iludi, pensando que estava desfrutando das mesmas oportunidades, afinal, pensei que a tão falada igualdade de oportunidades, era um fato, só precisava que eu fizesse minha parte para perceber que tudo dependia apenas de mim, do meu esforço, das minhas escolhas. Enganei-me. A escola do meu tempo, com os olhos que eu tinha naquela época, era perfeita, haja vista que me ensinava isso: que para eu atingir o sucesso e ser feliz, dependia do caminho que eu traçaria.
Pobre de mim, da escola e de meus professores! Todos éramos vítimas de um sistema que continuava reproduzindo o que a conjuntura política, capitalista e neoliberal injetava em nossas mentes, no currículo formal e informal. E assim seguíamos o bonde, numa trilha que nos massificava e homogeneizava, posto que a escola era apenas só uma das células opressoras, que de forma disciplinada e silenciadora, dominava nossos corpos e nossas mentes.
Diante de muitas quedas e tropeços, posso dizer que venci, cheguei a algum lugar, posto que saí de um ponto A de pobreza, invisibilidade e submissão e cheguei a um nível exponencial de A elevado a 2ª potência.
E por que evoluí, se permaneço na mesma classe A? Pois socialmente, continuo sendo pobre, mais cresci em algumas escalas: escolaridade, criticidade e o direito a ter o que antes era impossível: casa própria, um carro e uma certa estabilidade, por ter conquistado um vínculo, como professora da rede estadual. E esses critérios conquistados, o foram porque eu soube fazer as escolhas certas e, portanto, correr atrás do que a escola me ensinava, dizendo que as oportunidades eram oferecidas igualmente, no entanto não eram igualmente atingidas por todos? Não. Claro que não. Essas conquistas foram possíveis, porque por muitos momentos, tive que me desumanizar, esquecer do que era o amor, o prazer e os sonhos de uma menina-adolescente. E logo a vida me amadureceu e me tornou uma mulher. Mulher no sentido mais exaustivo que a palavra possa proporcionar. E por que tanta exaustão? Por que a escola esqueceu de me mostrar um forte recorte social que atinge a todos nessa pirâmide que mensura vidas: classe, raça e gênero.
Então, hoje percebo que tive que correr demais, dormir de menos, lutar incansavelmente, para fazer daquela frase: “as oportunidades vem igualmente para todos, mas só os que querem algo na vida, são capazes de abraça-las e seguirem em frente”.
Nossa, quantas mentiras. Quanta dosagem de alienação e ilusão foi colocada em nossas vidas. E quantos de nós não nos deixamos embriagar com essa dosagem tão forte de um remédio tão consolador. Mas, hoje, em contato com leituras críticas, libertadoras e feministas, me emancipei. E sei que as oportunidades não vem para todos, pois não nos são dadas as mesmas condições de alcançá-las. E não porque nos falte interesse pessoal e individual, mas porque o Estado não nos potencializa, por meio da equidade. Portanto, não nos possibilita concorrer, nas mesmas condições parar alcançarmos os mesmos objetivos: uma carreira promissora.
E lamentavelmente, hoje, alguns anos depois de ter concluído meu ensino médio, vejo um ciclo de desigualdade se reproduzir ainda mais com força e rigidez, pois estamos diante de um cenário de pandemia, onde essas discrepâncias se afloram ainda mais. E a educação é colocada como única saída para a superação de uma crise, não mais econômica, mas estrutural e humana. Lemos o tempo todo, nas redes sociais, clichês do tipo: "quando tudo isso passar, sairemos melhores".
Meu querido mestre, como essa mudança será possível se o acesso à informação e comunicação, que deve ser direito de todos, se limita a alguns? Se vemos estudantes de escolas públicas, em atividades remotas, sofrendo e se eximindo dos espaços virtuais das salas de aula, por não terem acesso à internet, computadores ou até mesmo ao próprio celular?
É, meu professor...está difícil, muito difícil, pensar na revolução dos livros, quando essa leitura passa, agora, a não ser materializada pelas folhas em que deixávamos nossas impressões, no passar o dedo de uma em uma, ou até mesmo destacar com um marcador de texto. Agora, temos que usar do click , do toque digital, pois o líquido, o fugaz, está alojado num universo virtual. E tudo, não mais que de repente, pode também ser atacado por um vírus, não o vírus do COVID-19, mas o vírus do espaço cibernético.
É...continuo angustiada, entediada, da mesma forma como iniciei essa carta para ti. Só que com uma única diferença: naquela fase da escola, eu era apenas uma menina jovem, instigada por sonhos que me tornariam uma mulher realizada. Hoje, sou essa mulher, não mais realizada, pois a educação dia após dia, deixa de ser um direito de todos, pelos vírus que contaminam espaços físicos e virtuais.
Até breve. Quero, logo, logo, estar contigo na revolução tão sonhada. Mas, nesse espaço além da vida, pois aqui, a coisa foi e continua como antes, dominada pelos privilégios de classe, raça e gênero.

Beijos

sexta-feira, 5 de junho de 2020

O aluno da EJA é acéfalo...então todos somos, né?

No dia 27 de maio o Projeto EJA em Movimento promoveu mais um encontro, tendo como convidado o Doutor em Educação, Veridiano Maia, para debater o seu livro recém-lançado, “O aluno da EJA é acéfalo”.
Veridiano é professor da rede pública municipal de ensino, em Natal, há 17 anos e licenciado em Educação Artística. Nesse período, teve despertado o interesse em pesquisar sobre a estrutura curricular da EJA, desenvolvendo pesquisas que resultaram em uma dissertação de mestrado e uma tese de doutorado.
Seu livro, publicado pela editora Appris, é decorrente de sua dissertação de mestrado e aborda os saberes dicentes presentes nos processos pedagógicos e a relação que os professores da EJA estabelecem com esses saberes, a partir de um processo de pesquisa por ele realizado junto a estudantes de uma escola da rede pública municipal de Natal, a partir do seu trabalho como professor na modalidade EJA.
Logo no início da discussão, Veridiano esclareceu que o título de sua obra tem um caráter provocativo na medida em que ela também o provocou quando a escutou pela primeira vez, proferida por um colega professor de EJA, numa conversa rápida na própria escola onde trabalhavam. Daí que o choque causado pela frase ele optou em ver acontecer também aos leitores.
Ao ouvir essa frase, nos contou Veridiano, pensou, imediatamente: “se os alunos não sabem pensar, eu também não sei”, oferecendo à reflexão pelo menos duas vertentes: uma, a de quem se coloca como ontologicamente igual ao outro, isto é, perceber-se como humano pensante e, portanto, possuidor dos mesmos recursos cognitivos que qualquer outro, inclusive o(a) estudante que está ali à sua frente. A outra vertente, se delineia no que tange a própria atividade docente, no sentido de que se o(a) estudante não exercita a reflexão sobre o mundo, sobre si, sobre os conteúdos que circulam no processo pedagógico, esse "acefalismo", certamente, é um desdobramento possível do "acefalismo" de nossas práticas.
Em sua fala (que se estabeleceu como uma rica roda de conversa) Veridiano pretendeu demonstrar que o papel do professor é de intermediador entre o conhecimento escolar e o conhecimento que o(a) aluno(a) traz dos outros contextos que frequenta, portanto a sala de aula é um local de encontro e diálogo entre educador(a) e educando(a), por isso a necessidade do caminhar do professor estar atrelado, o tempo todo, com os saberes que circulam ao redor do cotidiano do(a)s aluno(a)s, constituintes de seu processo formativo e identitário para além daquela formação propiciada pela escola.
Nesse sentido, o professor aponta à necessidade da adoção dos parâmetros da educação popular em sala de aula, com o reconhecimento de que o(a)s aluno(a)s da EJA são detentore(a)s de saberes culturais ou provenientes de suas experiências de vida que podem ser um importante ponto de partida para o processo pedagógico, sendo responsabilidade do(a) professor(a) dessa modalidade somar-se aos(às) aluno(a)s na construção de seu protagonismo na formação dos conhecimentos relevantes à sua vida.
O encontro, que contou com a participação de 22 pessoas, foi finalizado com a consideração de que as turmas da EJA tem uma grande heterogeneidade de alunos, logo não há como firmar um currículo homogêneo e estático para essa modalidade, mas, antes, buscar a conciliação entre os conhecimentos sistematizados e os saberes do cotidiano, como um caminho para se propiciar processos pedagógicos mais significativos para os próprios jovens e adultos que demandam a EJA.

SE AGENDE!!! PRÓXIMA ATIVIDADE DO PROJETO EJA EM MOVIMENTO
TEMA: O Programa EJA em Ação: uma estratégia educacional com rádio,em tempos de pandemia.
Dia 10 de junho, às 15h.
Convidadas: Profas. Fabíola Dantas, Sayonara Soares e Edkalb Mariz
Trata-se da exposição acerca de uma experiência educacional radiofônica, em realização no município de Caicó, voltada ao público da EJA.
O link de acesso para a atividade é: https://meet.jit.si/EJAemMovimento

segunda-feira, 4 de maio de 2020

EJA em Movimento realiza discussão virtual sobre texto de Boaventura dos Santos "A Cruel Pedagogia do Vírus"

No dia 29 de abril de 2020 às 15h, foi realizada uma videoconferência do projeto EJA em Movimento para o debate do texto “A Cruel Pedagogia do Vírus” escrito pelo professor Boaventura de Souza Santos, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
A videoconferência foi feita pela plataforma jitsi, tendo alcançado a participação de 36 pessoas, inclusive colegas de outros Estados do país, tendo como mediador o professor Alessandro Azevedo, da UFRN e coordenador do projeto EJA em Movimento.
A atividade teve início com uma exposição do conteúdo da obra do prof. Boaventura de Sousa Santos, momento em que se apresentou algumas reflexões quanto a atual crise pandêmica vivenciada por todxs, entre elas: (a) a ideia de que esta crise é apenas o reflexo de uma crise mais ampla e permanente, que se encontra já naturalizada em nossa sociedade e que o vírus torna evidente e pela suspensão de nossas rotinas, possibilita sua maior percepção agora. Como exemplo dessa crise permanente, temos a crise climática, resultante das atividades exploratórias que consomem cada vez mais o meio ambiente, porém, como obra do “consenso” geral, imposto pelas classes dominantes capitalistas, pouco é feito para que esta situação se resolva, tendo como efeito, que todo esse debate caia em esquecimento político e midiático.
A pandemia revela a fragilidade da vida humana, principalmente para aqueles que são invisíveis na sociedade. Essa população é composta por pessoas que vivem em condição de risco como: idosos desamparados; trabalhadores informais e de rua, que tiram seu sustento pela imprevisibilidade do cliente; indivíduos de bairros pobres que ainda sofrem de outras emergências sanitárias; sem teto que não tem como fazer um auto isolamento; refugiados. Revela também a saturação do modelo social capitalista, que coloca o lucro e a expansão comercial acima da própria vida humana.
Portando, o que podemos levar de aprendizagem deste momento? Uma possibilidade é o debate para criar uma nova civilização, que não favoreça apenas alguns na medida em que desfavorece a grande massa, mas que proporcione mais diretos que sejam acessíveis a todos igualmente.
Todas essas questões foram trazidas à discussão, e possibilitou que se fizesse a discussão de como essa crise impacta o universo de nossas atividades escolares e pedagógicas, nos impondo uma reflexão radical sobre se devemos estar pensando em retornar à "normalidade" criadora da atual situação de crise ou se precisaremos começar a discutir uma nova "normalidade" que nos impeça de vivenciar novas pandemias como esta. Para isso, nosso papel como professores está em causa, podendo reforçar a normalidade atual ou se somar na construção de outra/nova normaldiade.
A conclusão, sintetizando as contribuições, para os participantes da videoconferência é que a construção dessa nova civilização tem que ser feita a partir do debate dentro e fora da sala de aula, por meio de práticas pedagógicas que auxiliem essa reivindicação.
Como encaminhamento final da atividade, alguns dos participantes deverão confeccionar um projeto de ação educativa que, com base nessas questões, possa ser discutido e aprimorado para ser posto em prática nas escolas. O próximo encontro, em princípio, ficou agendado para o dia 13 de maio, às 15h, pela mesma plataforma.

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