terça-feira, 19 de março de 2019

Alfabetização de jovens e adultos: o necessário primeiro passo...mas olhando para frente.

Por Alessandro Augusto de Azevêdo

No último dia 13 de março, ocorreu uma importante reunião no auditório do Instituto Kennedy, onde, além da própria Governadora Fátima, toda a sua equipe dirigente da Secretaria de Educação, estavam os representantes das universidades, União dos Dirigentes Municipais de Educação e até mesmo do setor empresarial (FIERN e Sistema S). Toda essa mobilização em torno de uma pauta considerada como urgente por todas as pessoas presentes: os baixos índices de alfabetismo entre jovens e adultos de nosso Estado.
Há de se saldar essa iniciativa, dado que há muito tempo não víamos um governo estadual conferir tamanha importância e visibilidade a essa questão. Como regra geral, os governos estaduais, tão-somente reproduziram em seu território os programas federais, em formato e conteúdo.
No presente contexto, em que o MEC nada oferece à EJA (primeiro, porque não tem proposta e, depois, porque está paralisado, enterrado até o pescoço em disputas entre “olavistas” e militares), a atitude da SEEC de colocar publicamente a questão da alfabetização de jovens e adultos como uma prioridade nos toma de grandiosa esperança, confirmando que a linha política dessa nova gestão (diferentemente da anterior) é de apostar na garantia do direito à educação para todxs.
Tendo participado dessa reunião em que se lançou a proposta de se iniciar a construção de uma nova proposta alfabetização de jovens e adultos no Rio Grande do Norte, nos sentimos na obrigação de trazer aqui algumas reflexões que já as explicitamos naquela oportunidade, só que de forma muito breve, e que neste espaço podemos aprofundar um pouco mais.
Há de se notar que em meio a discursos onde substantivos como “vergonha”, “chaga”, “escuridão” e “atraso” foram utilizados à exaustão para caracterizar o fenômeno e a situação dos sujeitos não alfabetizados, foi uníssono que o "primeiro passo" deveria ser dado e que aquela reunião tinha esse caráter.
Nesse sentido, a equipe da SEEC apresentou o que considera os pressupostos para a ação proposta, com os quais partilhamos integralmente: (a) a democratização do acesso, permanência e sucesso na aprendizagem; (b) a preocupação com a diversidade e a inclusão dos sujeitos; (c) a perspectiva de formação humana integral; e (d) a atenção para com a integração das ações educativas com a formação profissional.
Também consideramos essencial a ideia de que o processo educativo que se está propondo deverá comportar ações de curto, médio e longo prazo; articulação com organizações da sociedade civil e movimentos sociais; e (o que para mim é importantíssimo) deverá ultrapassar o caráter compensatório para se afirmar como uma formação continuada dos sujeitos.
Essas indicações todas são um avanço, mas quem se ateve a fazer a leitura dos pronunciamentos realizados durante a reunião deve ter percebido que será necessário um intenso trabalho de diálogo voltado à afinação de algumas dessas perspectivas com os pressupostos apresentados pela equipe da SEEC, isso porque ali, em algumas falas, se revelaram visões distintas do que seja o processo de alfabetização de jovens e adultos, sua condução pedagógica e política.
Compreender e debater isso publicamente é fator decisivo para sabermos que rumo uma ação como essa deverá tomar, quais são seus limites e potencialidades.
E isso não significa que assim se esteja à procura de questiúnculas sem importância que possam paralisar as iniciativas mobilizadoras desde seu início, mas, pelo contrário, que se está a tratar de um pilar fundamental que, por isso, pode determinar o êxito ou não do que se está propondo. Portanto, trata-se de um debate que é simultaneamente, teórico, prático, político e pedagógico. E educativo para todxs que dele se propõem a participar.
Como antecipado no título desta postagem, entendê-las é condição a partir da qual podemos imaginar se os olhos que darão o primeiro passo estarão olhando para frente ou para trás.
Mas que visões distintas seriam essas? Em que suas diferenças são relevantes?
Em primeiro lugar, o próprio conceito de "pessoa alfabetizada". Quando utilizamos essa expressão estamos a pensar que uma pessoa alfabetizada possa der definida (como faz o IBGE) como quem lê e escreve um bilhete simples ou, como propunha a UNESCO, alguém que além de ter o domínio do conjunto de habilidades de leitura, escrita e numeramento, também é capaz de identificação, entendimento, interpretação, criação e comunicação (inclusive digital)?
A relevância disso está em que o que o IBGE denomina de “alfabetizado”, a UNESCO denomina de “analfabeto funcional”. Ou seja, se pensamos de uma forma, podemos ter um imenso programa de formação de “analfabetos funcionais” (!!!???).
Se pensamos de outra forma, teremos aí algo bem distinto. Daí que o que a UNESCO denomina de “alfabetização”, dentro da nossa realidade brasileira, coincide com o que se trabalha em termos de Ensino Fundamental I na EJA. O que nos leva, portanto, à discussão de que nosso “primeiro passo” deve se voltar para a frente, no sentido de que seja uma ação de Educação de Jovens e Adultos, que integre uma política para a modalidade e não focada apenas em uma parte do processo.
Aliás, é isso que explica o êxito da superação de níveis altíssimos de analfabetismo entre a população acima de 15 anos em países tão diferentes como Cuba (nas décadas de 1960 e 1970), Alemanha (no século 19) ou Coréia do Sul (após a década de 1950). Em ambos países (mesmo em contextos históricos distintos) o movimento de alfabetização de jovens e adultos casou-se com a garantia de continuidade de aprendizados no âmbito da educação básica.
Em nosso país, desde 1947, governos da União, Estados e municípios têm protagonizado iniciativas mais ou menos duradouras de alfabetização de jovens e adultos, porém, a velocidade com que ocorre a redução da massa de não alfabetizados entre as pessoas com mais de 15 anos é lenta. Um dos problemas está em que a grande maioria delas, em geral, compartilham de uma mesma perspectiva: (a) os sujeitos não alfabetizados são “coitados”, que padecem de uma vida numa “escudirão” e que, por isso, precisam ser “salvos” pela ação educativa; (b) o processo de alfabetização pode ser feito por qualquer pessoa com mais escolaridade ou tempo de estudo que o sujeito “analfabeto”, desde que bem “treinado”; (c) é um processo rápido, de alguns meses, conduzido como uma grande “campanha de salvação” dessas almas, a partir de procedimentos homogêneos para uma população vista como homogênea, porque caracterizadas por uma “lacuna”, uma “negatividade” (razão do processo pedagógico); e (d) uma vez “alfabetizado” o sujeito (o piloto automático está ligado), não é mais necessário investir-se na continuidade do processo de letramento, pois o próprio sujeito desdobraria-se nesse sentido.
Ainda que adotemos uma visão estritamente economicista do problema, essa ideia de alfabetização é indefensável, na medida em que a "pessoa alfabetizada" que ela propõe não dá conta das exigências de letramento e numeramento que o próprio mundo do trabalho hoje coloca a quem pretende se inserir com um mínimo de autonomia profissional.
O que nosso passado e as experiências internacionais nos ensinam?
Em primeiro lugar, programas centralizados e uniformes revelam-se incapazes de dar conta da diversidade territorial e sóciocultural dos sujeitos, o que implica que a definição de conteúdos e estratégias de implementação considerem esses fatores.
Em segundo lugar, os registros e as pesquisas em âmbito nacional e internacional nos mostram que o formato “campanhista”, de apelo à “urgência” de resolução do problema, embora exerçam uma forte (e importante) papel de sensibilização e mobilização social não se desdobram necessariamente em resultados efetivos e duradouros, com raras exceções. Isso porque já se sabe que a aquisição das práticas da lecto-escrita e do numeramento implica um período relativamente longo de aprendizagem, cuja consolidação exige a estruturação de oportunidades de continuidade de estudos e um ambiente estimulante ao uso das aprendizagens desenvolvidas.
Em terceiro lugar, se o fenômeno da baixa alfabetização de jovens e adultos está associado aos processos de desigualdade sócio-econômica e de marginalização cultural, os programas educativos precisam se conectar com iniciativas, oficiais ou não, que se articulam a políticas de inclusão sócio-econômica e desenvolvimento local, possibilitando elevação de escolaridade, mas também, qualificação em sua inserção no mundo do trabalho e como cidadã(o), além de ampliação dos seus horizontes culturais.
Para isso, dar o “primeiro passo” com os olhos voltados à frente, significa: (a) pensar que deve se tratar não apenas de um projeto de alfabetização, mas de uma política de Educação de Jovens e Adultos, portanto, há de se ter uma articulação entre Estado, municípios e sociedade civil em um espaço institucional, no sentido de planejar as ações desse campo – podendo ser este o espaço o Comitê proposto pela própria SEEC em sua apresentação na reunião à qual nos referimos inicialmente; (b) considerar a diversidade de possibilidades de ações, de acordo com a diversidade de sujeitos – o que nos remete a reconhecer a necessidade de múltiplas abordagens metodológicas no processo pedagógico; e (c) construir um movimento de chamada pública dos jovens e adultos pouco ou não escolarizados, de modo a identificar a demanda real nesse campo – o que exige o planejamento interinstitucional de um censo de jovens e adultos que não estão freqüentando a escola, bem como a identificação de suas necessidades de aprendizagem e espaços possíveis para o seu atendimento (inclusive espaços não escolares).
No mais, há de se recuperar um sentimento unânime que perpassou as falas dos presentes naquela reunião: não há como imaginarmos uma sociedade melhor sem que pautemos com seriedade a questão do baixo alfabetismo entre jovens e adultos e é muito alvissareiro que em seus primeiros meses o atual governo estadual já a traga à baila e, modestamente, nosso Projeto já ofereceu uma colaboração ao novo governo, expresso em abaixo assinado coletado quando de nosso último encontro em novembro de 2018, com um rol de observações sobre qual a política de Educação de Jovens e Adultos que almejamos ver implementada em nosso Estado. 

sábado, 29 de dezembro de 2018

Grupo EJA em Movimento avalia 2018

No último dia 19 de dezembro, o Grupo EJA em Movimento fez sua última reunião do ano, momento em que se avaliou o trabalho desenvolvido durante 2018, incluindo o IV Encontro de Educação de Jovens e Adultos EJA em Movimento.
Das opiniões expressas, foram ressaltados como pontos positivos: (a) as leituras e discussões de textos; (b) os encontros proporcionarem reflexões que têm implicação prática na realidade da EJA; (c) a troca de experiências entre os participantes; (d) os relatos de experiências didático-pedagógicas; e (e) a riqueza da programação do Evento.
Especificamente, em relação ao nosso evento, o baixo número de participantes em comparação com o número de inscritos (277, enquanto que nos dois anteriores tivemos, 218, ano passado, e 170, em 2016), chamou atenção e motivou o grupo a buscar investigar as razões, de modo que foi deliberado que se enviassem comunicações aos inscritos que não participaram de nenhuma atividade com perguntas que possam nos fazer ter um quadro mais nítido dos fatores que impediram a participação deles.
Em todo o caso, preponderou nas avaliações do grupo a hipótese de que o período do evento (diferentemente dos anos anteriores, quando fizemos dentro do período da CIENTEC - que este ano foi realizada em junho, no bojo das comemorações em torno dos sessenta anos da UFRN), tenha sido o principal responsável pela reduzida participação, dado que no período da CIENTEC as redes escolares têm mais propensão a liberarem os seus profissionais para participação de atividades fora do espaço escolar).
O grupo avaliou, ainda, que o período do evento (final de novembro), com atividades durante três dias seguidos, em três turnos, se tornou pouco funcional à plena participação dos professores de EJA das redes na medida em que a grande maioria estaria envolvida em atividades de final de período letivo em suas respectivas escolas. E para os que participaram, os três dias intensos de atividades ficou deveras cansativo.
De qualquer forma, foi realçado a qualidade das mesas, das oficinas e a importância das sessões de relatos de experiências, através das quais os participantes acabam tomando contato com o trabalho desenvolvido por outrxs colegas.
Ao final da reunião, como sugestões para fazermos avançar nossas atividades, o grupo apontou: (a) que se busque o envolvimento e a colaboração de outros professores do IFRN (como os colegas do campus de São Gonçalo); (b) que o grupo avance em direção à produção de pesquisa na área de EJA; (c) que nos próximos encontros anuais, se possa realizar pré-encontros em outros municípios articulados nesse fim; (d) que haja uma articulação mais efetiva com as secretarias municipais de educação, a fim de que se possa garantir uma maior participação dos professores dessas localidades; (e) que o evento do próximo ano seja de apenas dois dias, inclusive, com a participação de estudantes de EJA; (f) que o projeto seja mais divulgado junto às secretarias municipais de educação.

IV Encontro EJA em Movimento: compromisso e qualidade com a modalidade EJA

Durante três dias, o Centro de Educação da UFRN foi palco de intensas atividades tendo a modalidade EJA como centro das atenções.
O evento manteve a tradição de combinar o debate teórico, com a reflexão sobre as práticas pedagógicas e o compromisso com políticas educacionais de promoção do direito à educação escolar para jovens, adultxs e idosxs que não concluíram a educação básica.Durante as manhãs, foram ofertadas Oficinas Pedagógicas, as quais tiveram as seguintes temáticas: 1) A Pesquisa como princípio educativo: a experiência de Florianópolis-SC, conduzida pelo prof. Daniel Berger (doutorando em Educação na UFSC e membro do Fórum Catarinense de EJA) 2) O desenho como ato corporal, conduzida pela profa. Márcia Betânia Alves da Silva (Rede Pública Municipal de Educação - Natal) 3) Cultura maker – Da teoria à mão na massa!, conduzida pela profa. Syham Kafka Vitorino de Oliveira (SESC-RN) 4) Estratégias didáticas para juvenilizados da EJA, conduzida pelo Prof. Cláudio Correia de Oliveira Neto (Mestrando em História - UFRN 5) Alfabetização e Letramento na EJA, conduzida pela profa. Edneide Bezerra (IFRN) 6) O Pensamento de Paulo Freire., conduzida pela profa. Maria Aparecida Zanetti (UFPR).
Durante as tardes, os participantes tiveram a oportunidade de conversarem sobre experiências didático-pedagógicas desenvolvidas por colegas professores de EJA de várias instituições educacionais locais., além da exibição do filme "Fora de Série", produzido pelo Observatório da Juventude da Universidade Federal Fluminense, com debate em torno de seu conteúdo coordenado pela profa. Monica Sacramento, da ONG Crioula, do Rio de Janeiro. 
Tivemos, ainda, na sexta feira, dia 30 a 1a. EXPOEJAemMovimento, com a exposição de trabalhos realizados na EJA de dois municípios (Ceará Mirim e Nísia Floresta), organizada pelas respectivas coordenações da EJA.
Nas três noites de evento, tivemos um ciclo de debates, cujos emas foram: 1) Mesa Redonda: "Direito à EJA: desafios, impasses e estratégias no Rio Grande do Norte", com o prof. Domingos Sávio, secretário municipal de educação de Macaíba, representando a UNDIME (União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação); e o prof. Alessandro Augusto de Azevêdo, pela coordenação do Projeto EJA em Movimento (UFRN) 2) Palestra: "Qual Formação para professores da EJA?", com a Profa. Maria Aparecida Zanetti (UFPR) 3) Palestra de encerramento: "Juventudes na EJA", com a Profa. Mônica Sacramento (Pesquisadora colaboradora do Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira - PENESB/UFF e coordenadora de projetos da ONG Criola-RJ).
Ao longo dos três dias, circulou um Abaixo Assinado a ser encaminhado à nova governadora do Estado, profa. Fátima Bezerra, com uma avaliação do atual estado da EJA no RN e a defesa de ações voltadas à promoção do direito à EJA no nosso Estado (acessível para assinaturas no link: https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR108827).



domingo, 16 de dezembro de 2018

Grupo EJA em Movimento reúne-se para avaliar atividades de 2018 e pensar 2019

Próximo dia 19 de dezembro, às 14h30min, na sala Multimeios 1, no Centro de Educação da UFRN, será realizada a última reunião do ano de 2018, do Grupo EJA em Movimento.
Na reunião - que é aberta a quem quiser participar - deverá acontecer uma avaliação das atividades de todo o ano de 2018, inclusive o IV Encontro de Educação de Jovens e Adultos, realizado entre 28 e 30 de novembro próximo passado, e serão levantadas questões para se encaminhar a proposta de continuidade do projeto em 2019.
Por isso, é muito importante a presença tanto daqueles que acompanharam as atividades ao longo deste ano, como daqueles que nunca vieram, mas participaram do IV Encontro e/ou têm ideias para 2019.
O projeto tem como característica principal ser formatado pelos próprios participantes em seu próprio caminhar, assim, a participação de quem tiver interesse nas questões da EJA é absolutamente bem vinda.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

IV Encontro EJA em Movimento: só falta uma semana!!!

O IV Encontro de Educação de Jovens e Adultos já atinge mais de 150 inscritos, mantendo a média de inscrições desde o primeiro evento, em 2014.

Nos próximos dias 28, 29 e 30 de novembro as dependências do Centro de Educação da UFRN acolherão professores(as) da rede pública de educação básica preocupados e/ou atuantes na modalidade EJA em nosso Estado.

O evento, que também é aberto a estudantes matriculados nas licenciaturas e que se identifiquem ou se preocupam com a temática, tem uma agenda de atividades bem diversificada, com Oficinas Pedagógicas pela manhã, Relatos de Experiências durante as tardes e Mesas Redondas à noite. 

Na sexta feira, à tarde, teremos a exibição de um documentário produzido pelo Observatório da Juventude da UFF, sobre as juventudes na EJA, intitulado "Fora de Série", após o que teremos um debate.

Na sexta feira haverá, também, uma exposição de trabalhos desenvolvidos por municípios cujos professores participam do Projeto de Extensão EJA em Movimento.

As inscrições podem ser realizadas na página https://ejaemmovimento.wixsite.com/ivencontro2018, onde é possível, também, conferir toda a programação do evento.

Durante o evento serão recolhidas assinaturas dos participantes em relação a um documento que será encaminhado à nova governadora eleita do nosso Estado, a profa. Fátima Bezerra, solicitando apoio na defesa do direito à EJA. O documento encontra-se disponível em https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR108827 para assinatura. Ele será lido e após recolhidas as assinaturas entregue à nova governadora.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Relatos de Experiências no IV Encontro EJA em Movimento

A Comissão de Avaliação de Trabalhos do IV Encontro de Educação de Jovens e Adultos EJA em Movimento divulgou os Relatos de Experiências que serão compartilhados e discutidos durante o evento.
Durante os dias 28 e 29, entre as 14h e 18h, os relatos serão apresentados e discutidos por todas as pessoas participantes do evento.

Abaixo a lista com título e autoria:

1. "Resgatando a cultura da palha em Massaranduba, Ceará Mirim-RN".
autoria: Daianne Crystine Souza da Luz, Anileide Gomes Leite Galvão, Valéria de Melo Ferreira e Elaine Cristina Gomes de Lima 

2. "vivendo e (res)significando a história: o Vale e a cidade de Ceará Mirim, suas transformações e apropriações no tempo, 1920-2000"
autoria: Helicarla Morais

3. "Memórias: manifestações e vida do povo potiguar"
autoria: Larissa Germânia Silva Alves de Oliveira, Maria José da Silva Sena e Maria da Piedade Soares Bezerra

4. "O ensino de arte na Educação de Jovens e Adultos: entre a enunciação e a visualidade"
autoria: Jailson Valentim dos Santos, Marta Geruza da Costa Oliveira e Maria Conceição de Araújo Barros

5. "Filmes, Física e Matemática: contribuições para a leitura de mundo na Educação de Jovens e Adultos – EJA"
autoria: Silvia Regina Pereira Mendonça, Maria Romênia da Silva, Brenda Murielle da Silva e Lucinete Maria Costa de Souza

6. "Uso de Metodologias Ativas na Educação de Jovens e Adultos"
autoria: Daliana Gonçalves Onofre da Silva e Simone Lira Lopes Leite

7. "O Despertar da leitura na Educação de Jovens e Adultos"
autoria: Marinalda Cassiano Souto e Alexsandra Adelide Elias

8. "A Importância do conhecimento significativo para os processos de ensino e aprendizagem na Educação de Jovens e Adultos: uma experiência do estágio para a formação de professores"
autoria: Ana Beatriz Santos de Sousa e Elnatan Ferreira de Souza Campos

9. "A Prática Escolar na visão da coordenação pedagógica - formação em serviço aos professores/EJA"
autoria: Maria de Lourdes Gabrial Ferreira Soares

10. "Perfil do alunado EJA do municípío de São Gonçalo do Amarante"
autoria: Veronica Maria Oliveira de Souza e Leia de Andrade Rodrigues

Próxima semana, no sítio do nosso evento (https://ejaemmovimento.wixsite.com/ivencontro2018) estaremos divulgando em que dias cada Relato será apresentado.


domingo, 11 de novembro de 2018

Inscrições Abertas para Oficinas Pedagógicas no IV Encontro EJA em Movimento

O IV Encontro de Educação de Jovens e Adultos EJA em Movimento está com inscrições abertas para participação geral, mas também para Oficinas Pedagógicas e uma Roda de Conversa, que estão sendo oferecidas pela coordenação do evento.
As Oficinas e Roda de Conversa acontecerão durante as manhãs e todos(as) e aquelas(es) que pretenderem participar delas devem realizar suas respectivas inscrições até o dia 25 de novembro.

Abaixo a programação:

Dias 28 e 29 de novembro
OF2 - A Pesquisa como princípio educativo: a experiência de Florianópolis-SC, Coord. prof. Daniel Berger (Fórum Catarinense de EJA) - 30 VAGAS (clique aqui)
OF3 - O Desenho como ato corporal, Coord. profa. Márcia Betânia Alves da Silva (Rede Públi ca Municipal de Educação - Natal) - 20 VAGAS (clique aqui)
OF 4 - Cultura maker – Da teoria à mão na massa!, Coord. profa. Syham Kafka Vitorino de Oliveira (SESC-RN) - 25 VAGAS (clique aqui)
OF 5 - Estratégias Didáticas para os Juvenilizados da EJA, Coord. Prof. Cláudio Correia de Oliveira Neto - 30 VAGAS (clique aqui)
OF 6 - O Corpo em movimento: o jogo improvisacional como experiência estética no teatro, Coord. Profas. Anna Karolina Alves do Nascimento e Ana Catharina Urbano Martins de Sousa Bagolan (NEI-UFRN) - 20 VAGAS (clique aqui)

Dia 30

OF 1 - Alfabetização e Letramento na EJA, Coord. profa. Edneide Bezerra (IFRN) - 25 VAGAS (clique aqui)
Roda de Conversa: O Pensamento de Paulo Freire, Coord. profa. Maria Aparecida Zanetti (UFPR) - 25 VAGAS (clique aqui)

Alfabetização de jovens e adultos: o necessário primeiro passo...mas olhando para frente.

Por Alessandro Augusto de Azevêdo No último dia 13 de março, ocorreu uma importante reunião no auditório do Instituto Kennedy, onde, além ...