segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Já são 128 inscritos no Seminário EJA em Movimento

O Seminário EJA em Movimento já conta com 128 inscritos a partir das informações do SIGAA - Sistema de Gerenciamento de Atividades Acadêmicas, que agrega as informações sobre os inscritos no Seminário. A partir da próxima semana,com a intensificação da divulgação (agora com cartazes e folderes) a esperança é de que o evento aumente ainda mais o número de inscritos.
Mas, principalmente, esperamos que todos participem efetivamente das atividades a fim de que tenhamos momentos de aprofundamento das discussões sobre as problemáticas que envolvem a EJA e que possamos, a partir daí, termos ações protagonizadas pela sociedade civil em defesa do direito humano à educação para jovens e adultos.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Apenas 22% dos jovens mais pobres completaram o ensino médio aos 19 anos

Extraído de http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/30697/apenas-22-dos-jovens-mais-pobres-completaram-o-ensino-medio-aos-19-anos/

Permanecer na escola, quando se é pobre, é um grande desafio. Dados compilados a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que, aos 19 anos de idade, jovens que já deveriam estar na universidade ainda estão longe de concluir a educação básica. Especialmente os mais pobres. Apenas 22,4% deles concluem o ensino médio nessa idade.

Entre o quinto (20%) mais rico da população, a realidade é bastante diferente, apesar de ainda não ser a ideal: 84,1% dos jovens de 19 anos já concluíram o ensino médio. O ideal é os alunos terminassem a educação básica com 17 anos. As desigualdades são ainda maiores quando a comparação é feita entre as regiões brasileiras.

Na região Norte, o percentual de concluintes do ensino médio com 19 anos assusta: é de apenas 14,3% entre os mais pobres e de 67,9% entre os mais ricos. A região Sudeste possui os números mais altos de conclusão entre os grupos – que são distantes entre si também: 87,2% dos jovens de 19 anos mais ricos terminaram a etapa, contra 34,2% dos mais pobres.

“Ao analisar o direito à educação, é preciso avaliar qualidade e equidade, sobretudo num país com a diversidade e as assimetrias sociais do Brasil”, ressalta Carlos Eduardo Moreno Sampaio, mestre em estatística e diretor de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em artigo publicado no livro O Enfrentamento da Exclusão Escolar, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O texto ressalta que entre 60% e 80% das crianças e dos adolescentes de 4 a 17 anos que não frequentam a escola são de famílias pertencentes aos dois primeiros quintis de renda familiar per capita: os 40% mais pobres. “Quanto menor a renda, maior a chance de uma criança nessa faixa etária não frequentar a escola”, diz.

Moreno acredita que programas sociais, como o Bolsa Família, e de ampliação da permanência na escola, como Mais Educação, têm contribuído para melhorar o cenário. “A escola tem papel central na superação desses desafios”, define. Ele reconhece que, mesmo entre a população de maior renda, a taxa de sucesso na progressão escolar não é adequada. “A chance de um jovem de 19 anos da região Sul ter o ensino médio concluído é pouco maior que 53%, número muito abaixo do ideal”, comenta.

Permanência e aprendizagem
Para especialistas, os dados mostram que, para além de colocar as crianças na escola, as redes precisam mantê-las na dentro, aprendendo na idade correta, para que a exclusão escolar não seja tão comum entre os jovens. De acordo com a Pnad 2012, havia 887.382 jovens de 17 anos que não frequentavam a escola, mais 495.660 de 16 anos e 271.162 de 15 anos.

Na opinião de Moreno, os dados mostram um problema “estrutural” da educação brasileira: “a baixa produtividade dos sistemas em produzir concluintes na idade própria”. Aos 6 anos, a frequência escolar das crianças é de 95,8%. Mas só 76% das crianças de 12 anos concluíram o ensino fundamental e, aos 16 anos, apenas 65,5% terminaram essa etapa (o que deveria ter ocorrido aos 14) e, aos 19 anos, menos da metade (49,7%) concluiu o ensino médio.

Júlia Ribeiro, oficial do programa de Educação do Unicef, ressalta que é importante ampliar o enfrentamento da exclusão escolar. “As áreas de educação precisam estar articuladas à saúde e à assistência social, por exemplo, para enfrentar o problema”, afirma. Para ela, o maior desafio é a escola “dialogar com esse adolescente para que ele permaneça na escola”.

A secretária municipal de Educação de Saloá (PE), Josevalda Cavalcante de Albuquerque, também defende um “ensino com significado para os jovens do ensino médio”. Ela critica a falta de prática no apoio aos professores que lidam com essa faixa etária. “Existem muitas formações, mas não para eles. O apoio fica no discurso”, diz.

Atendimento noturno
As matrículas no ensino regular noturno – que poderiam auxiliar os jovens trabalhadores, por exemplo – vêm caindo nos últimos cinco anos. Por um lado, os especialistas dizem que esse é um bom sinal, já que não é desejável manter adolescentes estudando no período da noite. Por outro, eles reconhecem que o atendimento em horário alternativo ainda é necessário.

Entre 2008 e 2013, o número de matrículas no ensino médio noturno caiu 25%. De 3.181.151 alunos em 2008, passou para 2.394.488 em 2013. “O desejo é acabar com o ensino noturno. Os bons resultados do ensino regular refletem no noturno. O que precisamos é trabalhar para que a educação no Brasil seja integral”, comenta Eduardo Dechamps, secretário de Educação de Santa Catarina.

“Quem dera que a gente não precisasse do ensino noturno, mas ele ainda é a porta de entrada ou o retorno das pessoas que não tiveram oportunidade no tempo ideal. Acho que a queda das matrículas do ensino regular à noite tem mais a ver com a Educação de Jovens e Adultos”, comenta Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

A Educação de Jovens e Adultos, o antigo supletivo, tem sido alvo de estudantes cada vez mais jovens. Mas não tem conseguido atrair todos que precisaria. Tanto no turno diurno quanto noturno, as matrículas caíram nos últimos anos. Entre 2008 e 2013, a modalidade perdeu mais de 1,1 milhão de matrículas. Só à noite, a queda foi de 22%.

“É preciso repensar o EJA em muitos municípios. Em outros lugares, pode ser que as matrículas estejam caindo porque a taxa de analfabetismo e a defasagem idade-série vêm diminuindo. É desejável que, ao longo do tempo, essas matrículas diminuam, mas é preciso analisar caso a caso. Os gestores precisam fazer busca ativa para resolver isso”, diz.

Orientações sobre inscrições no Seminário EJA em Movimento

As inscrições para o Seminário EJA em Movimento são gratuitas. O evento acontecerá nas dependências da UFRN, no Setor 5 e no auditório do Centro de Educação, entre os dias 22 e 24 de outubro, durante a CIENTEC.
Para proceder sua inscrição, acesse: http://www.sigaa.ufrn.br/sigaa/public/home.jsf. Na aba à esquerda, clique em EXTENSÃO e, depois, em EVENTOS. Na caixa de busca de título, digite: EJA EM MOVIMENTO e depois clique em cima do título que aparece logo abaixo. Aparecerá uma página com informações sobre o evento e ao final dela, clique para realizar sua inscrição, cadastrando email e senha.
O evento contém três atividades distintas:
(a) as MANHÃS FREIREANAS (Oficina Pedagógica): “Alfabetização de “Alfabetização de “Alfabetização de jovens e adultos numa jovens e adultos numa jovens e adultos numa perspectiva freireana: a experiência do MOVA no RN”, com a Coordenadora do MOVA no Rio Grande do Norte, profa. Josileide Silveira de Oliveira.
b) as CONVERSAS VESPERTINAS COM QUEM GOSTA DE EDUCAR (Grupos de Trabalho), com Relatos de Experiências Didático-Pedagógicas exitosas e pesquisas em EJA, na rede pública de educação.
c) as CONVERSAS NOTURNAS COM QUEM GOSTA DE EDUCAR (Conferências dialógicas, sempre se iniciando às 19h).

Para participar as pessoas precisarão se inscrever em cada uma delas. Aquelas que desejarem apresentar experiências didático-pedagógicas exitosas na área de EJA, ou mesmo trabalhos acadêmicos, poderão fazê-lo seguindo as orientações abaixo:

TÍTULO (fonte arial 12, negrito, em letras maiúsculas, centralizado, em espaço simples)

Nome dos(as) autores(as) (fonte arial 12, normal, alinhado à direita, espaço simples, logo após o nome dos autores deve ser acrescentado os respectivos endereços eletrônicos e vínculos administrativos)

Resumo (a palavra "Resumo" deve ser escrita em fonte Arial 11, em negrito, alinhado à esquerda)

O corpo do resumo deve ter no máximo 250 palavras, ser escrito em fonte Arial 11, espaço simples e parágrafo justificado.

Palavras-chave

No máximo três palavras, fonte arial 11, normal, justificado, espaço simples. Evitar repetir palavras do título e indicar pelo menos uma expressão que se associe ao referencial teórico.

INTRODUÇÃO

A palavra introdução deve ser escrita em fonte Arial 12, negrito, alinhado à esquerda. Após a palavra introdução deixe uma linha em branco e inicie o corpo do texto. Aqui a formatação deve ser fonte Arial 12, espaço simples e parágrafo justificado. Caso a introdução (e qualquer outro item) tenha mais de um parágrafo a partir do segundo estes devem ter recuo na primeira linha de 1,5. Em linhas gerais, a introdução deve focar o propósito do trabalho, abrangendo o tipo de pesquisa, a delimitação e/ou o aporte teórico e, se houver coleta de dados em campo (inclusive pesquisação), indicar apenas características pontuais do corpus (ex. onde, com quem, quando e que quantidades foram amostradas, etc...) visto que esses aspectos serão desenvolvidos em Materiais e Métodos).

MATERIAIS E MÉTODOS

As palavras “materiais e métodos” devem ser escritas em fonte Arial 12, negrito, alinhado à esquerda. Após as palavras “materiais e métodos” deixe uma linha em branco e inicie o corpo do texto. Aqui a formatação deve ser fonte Arial 12, espaço simples e parágrafo justificado. Este item poderá ser denominado “Revisão de literatura” ou “revisão Bibliográfica” nas áreas em que os materiais de pesquisa/fontes forem predominantemente bibliográficos e/ou eletrônicos, e o método for predominantemente o de análise e de textos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As palavras Resultados e Discussão devem ser escritas em fonte Arial 12, negrito, alinhado à esquerda. Após as palavras Resultados e Discussão deixe uma linha em branco e inicie o corpo do texto. Aqui a formatação deve ser fonte Arial 12, espaço simples e parágrafo justificado.

CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS

A palavra conclusões deve ser escrita em fonte Arial 12, negrito, alinhado à esquerda. Após a palavra conclusões deixe uma linha em branco e inicie o corpo do texto. Aqui a formatação deve ser fonte Arial 12, espaço simples e parágrafo justificado. Seja claro e breve nas conclusões.

REFERÊNCIAS

(seguir ordem alfabética dos sobrenomes dos autores pesquisados)

SOBRENOME, Nome. Título da obra em negrito: subtítulo sem negrito. Cidade: Editora, Ano.

SOBRENOME, Nome. Título da obra em negrito. Cidade: Editora, Ano.

Poderão conter referências de internet desde que seguidas as normas da ABNT.

Lembramos que as inscrições (anteriormente previstas para se encerrarem no dia 17 próximo passado) serão prorrogadas. Fiquem atentos(as).
Quaisquer dúvidas mandem mensagem para ejaemmovimento@gmail.com

Abraços a todos e todas.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Definida a programação do Evento EJA em Movimento

Olá colegas,

Em reunião dia 4 de setembro próximo passado, o coletivo que está organizando o evento EJA em Movimento definiu a seguinte programação:

Dia 22 de outubro.
(8h30min, Manhãs Freireanas)
Oficina “Alfabetização de jovens e adultos numa perspectiva freireana: a experiência do MOVA no RN”, com a profa. Josileide Silveira de Oliveira (MOVA-RN)
(14h, Conversas vespertinas com quem gosta de educar) Relatos de experiências exitosas e pesquisas em EJA na rede pública de educação.
(19h, Conversas noturnas com que gosta de educar, conferência de abertura: “Desafios para uma política pública para a educação de pessoas jovens e adultas no Rio Grande do Norte", com Prof. Timothy Ireland (Cátedra de EJA-UNESCO) e prof. Alessandro A. de Azevedo (UFRN)

Dia 23 de outubro
(8h30min, Manhãs Freireanas) Oficina “Alfabetização de jovens e adultos numa perspectiva freireana: a experiência do MOVA no RN”, com a profa. Josileide Silveira de Oliveira (MOVA-RN)
(14h, Conversas vespertinas com quem gosta de educar) Relatos de experiências exitosas e pesquisas em EJA na rede pública de educação.
(16h30min) Reunião para organização de uma Rede de Educadores de Pessoas Jovens e Adultas em Natal.
(19h, Conversas noturnas com quem gosta de educar: “A EJA, a escola e a cultura juvenil: proximidades e distâncias”, com a profa. Analise de Jesus da Silva (UFMG) e prof. Alexandre Aguiar (UFRN)

Dia 24 de outubro
(8h30min, Manhãs Freireanas) Oficina “Alfabetização de jovens e adultos numa perspectiva freireana: a experiência do MOVA no RN”, com a professora Josileide Silveira de Oliveira (MOVA-RN)
(14h, Conversas vespertinas com quem gosta de educar) Relatos de experiências exitosas e pesquisas em EJA na rede pública de educação.
(19h, Conversas noturnas com quem gosta de educar: “Currículo na EJA: a que(m) será que se destina?”, com Profa. Rosa Aparecida Pinheiro (UFSCar) e profa.Deyse Karla (UERN).

DATAS IMPORTANTES:
3 a 30 de setembro: inscrições sem apresentação de trabalhos.
3 a 17 de setembro: inscrições com apresentação de trabalhos.

Para proceder sua inscrição, acesse:
http://www.sigaa.ufrn.br/sigaa/public/home.jsf#. Na aba à esquerda, clique em EXTENSÃO e, depois, em EVENTOS.
Na caixa de busca de título, digite: EJA EM MOVIMENTO e depois clique em cima do título que aparece logo abaixo. Aparecerá uma página com informações sobre o evento e ao final dela, clique para realizar sua inscrição, cadastrando email e senha.

CONECTE-SE CONOSCO!!!

Caso queira contribuir com sugestões em relação a esse evento, por favor envie uma mensagem para nosso endereço eletrônico: ejaemmovimento@gmail.com.
Além deste blog, estamos, ainda, com um grupo virtual no Facebook
(https://www.facebook.com/groups/1426012017683202/) como mecanismos de comunicação entre os que quiserem participar desse movimento.
Contamos com sua participação. Faça contato e interaja conosco.

Alfabetização de jovens e adultos: o necessário primeiro passo...mas olhando para frente.

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